Sobrevivendo à quarentena: o que eu tenho feito?
No dia 16 de março de 2020 tudo mudou, não? Começou oficialmente a quarentena em São Paulo e fomos obrigados a ficar em casa pra nos proteger de uma doença sobre a qual pouco se sabia. E nós, que pudemos passar todo esse período dentro de casa, perguntávamos: o que fazer agora?
Lembro que na primeira semana saí pra caminhar com minha amiga pelo parque, mas logo paramos, estava tudo tão incerto e não sabíamos se era seguro. Na segunda semana, fiz 23 anos -- em casa, sem comemoração, sem bolo, sem um jantar especial no restaurante favorito. A faculdade foi pro método online e a produtividade foi pro chão. E isso é o que consigo lembrar, porque sem olhar fotos ou conversas daquele período, minha memória é um grande espaço vazio.
Muito se falava sobre adquirir hábitos saudáveis em casa, como hobbies e exercícios físicos. Tentei yoga: durou 1 dia. Acho que tentei esteira? Obviamente não deu muito certo. Passei a cozinhar bastante, todos os dias, aprendi algumas coisas novas e melhorei outras. No segundo semestre de 2021, comecei a trabalhar no meu TCC, então foi meu único foco até a entrega no início de dezembro.
Então, no final do ano, com a perspectiva da vacina, criei uma lista de coisas (relativamente simples) que queria fazer este ano. Sem data de início e fim, sem pressão, fazer quando possível. Teve bastante introspecção em 2020, hein? Pra mim, foi o ano da introspecção.
Mas foi só agora em agosto que eu encontrei um hobby que deslanchou: o tricô. Depois de ver o Tom Daley tricotando um suéter nas Olimpíadas de Tóquio e a Leandra Leal mostrando a manta que tricotou durante as gravações de Aruanas, fiquei totalmente apaixonada pela ideia de criar uma peça pra marcar um período significativo pra mim ou simplesmente tricotar roupinhas pras minhas amigas e família, além de umas pecinhas pra mim, é claro.
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